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Entrevista
José Romeu Ferraz Neto
por
Juliana Klein
Situação do mercado
não tem sido animadora,
medidas devem ser tomadas
e investimentos precisam
ser feitos. Confira as
perspectivas do presidente
do SindusCon-SP para o
setor da Construção Civil
HÁPOUCOMAISDE20ANOS
, assistimos
ao desenvolvimento do setor da constru-
ção civil sem precedentes na história do
País. Desde a estabilidade econômica conquis-
tada com o Plano Real, esse foi um mercado
que caminhou a passos largos. Foi, sem dúvida,
um dos setores que contribuíram de maneira
significativa para a geração de empregos e para
o crescimento do PIB nacional.
Mas, infelizmente, nos últimos dois anos, o se-
tor tem sido assombrado por um triste colapso,
tanto na venda ou construção de imóveis como
em demissões de pessoas, frutos de uma cri-
se econômica e política que devastam não só
o setor mas todo o País. Por isso, para saber
como fica agora o rumo dos empresários, bem
como as perspectivas para o futuro da Constru-
ção Civil, a Revista TrendITC entrevistou com
exclusividade o presidente do Sindicato da In-
dústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Ne-
to, que, além de nos dar um panorama geral do
mercado, mostrou também como as empresas
podemse preparar para enfrentar essa nova re-
alidade. Confira!
TREND:
Qual a principal missão SindusCon-SP
neste momento, além das ações já desenha-
das para o setor nos próximos meses?
José Romeu Ferraz Neto:
A principal missão da enti-
dade neste momento é proporcionar às construtoras
associadas instrumentos para o incremento da produti-
vidade e da competitividade. Quando esta crise passar
e a demanda por obras voltar, certamente aquelas
construtoras mais bem preparadas do ponto de vista da
gestão de seus recursos materiais, humanos e tecnoló-
gicos sairão na frente. Por isso, além de prosseguir com
nossos tradicionais seminários, cursos e palestras sobre
estruturas, sistemas prediais, construção sustentável
e BIM (Modelagem da Informação da Construção), tive-
mos nos dias 14 e 15 de abril a 2ª edição do ConstruBR,
evento paralelo à Feicon Batimat, que visou à inteligên-
cia, tecnologia e gestão para o desenvolvimento de ne-
gócios da construção. Durante os dois dias promovemos
um amplo debate sobre temas como produtividade,
construção industrializada, sustentabilidade, habitação,
infraestrutura, parcerias público-privadas, novos negó-
cios e combate à corrupção.
Diante das perspectivas pessimistas do setor,
como o senhor enxerga o mercado da Cons-
trução a curto e longo prazos?
A curto prazo, teremos o prosseguimento do declí-
nio do PIB da construção. Em função da retração nos
investimentos, o produto da construção caiu 7,6% no
ano passado. Para este ano, projetamos nova queda,
de 5%. Se a situação não se agravar ainda mais, talvez
©DIVULGAÇÃO /SINDUSCON-SP
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